Confissão de um estagiário

19/09/2009

Esse caso chegou até mim pela internet.. por isso não sei quem foi o verdadeiro “artista” da obra.. Mas enfim, achei tão sensacional que resolvi publicar aqui assim mesmo.. espero que gostem!

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Fui demitido. Justa causa.
Como estagiário, aprendi milhões de coisas e fui muito bem sucedido nas minhas funções. Juro que não entendo o porquê de me demitirem…

Eu tinha várias funções que fazia com excelência, entre elas:

1. Tirar xerox.
2. Passar café.
3. Comprar cigarro e pão.
4. Fazer jogos na Mega-Sena, Dupla-Sena, Lotofácil, Loteria Esportiva…

Eu era muito bom. Mesmo. Fazia tudo certinho, até que peguei uma certa confiança com o pessoal e resolvi fazer uma brincadeirinha inocente.

É impressionante o nível de stress em um ambiente de trabalho.
Quis dar uma amenizada na galera, deixar o povo feliz e fui recompensado com uma bela de uma demissão por justa causa. Puta sacanagem!

Vou contar toda minha rotina desse dia catastrófico.

Era quinta-feira, 26 de março, quando cheguei ao trabalho.

Nesse dia, passei na padaria no meio do caminho. Demonstrando muita proatividade, comprei pão e 3 Marlboro. Já queria ter tudo na mão antes mesmo de me pedirem.

Quando abri a agência (sim, me deixam com a chave porque o pessoal só começa a chegar lá pelas 11hrs), já vi uma montanha de folhas para eu xerocar na minha mesa. Xeroquei tudo, fiz café e deixei tudo nos trinques (minha mãe que usa essa gíria rsrs). Como tinha saído um pouco mais cedo no outro dia, deixaram um recado na minha mesa: “pegar o resultado da mega-sena na lotérica”.

Como tinha adiantado tudo, fui buscar o resultado.

No meio do caminho, tive a idéia mais genial da minha vida e, consequentemente, a mais estúpida.

Peguei o resultado do jogo e o que fiz?

Malandro que sou, peguei uns trocados e fiz uma aposta igual ao resultado. Joguei nos mesmos números, porque, na minha cabeça, essa brilhante idéia renderia boas risadas. Levei os 2 papeizinhos (o resultado do sorteio e minha aposta) para a agência novamente.

Ainda ninguém tinha dado as caras. Como sabia onde o pessoal guardava os papeis das apostas, coloquei o jogo que fiz no bolinho de apostas e deixei o papel do resultado à parte.

O pessoal foi chegando e quase ninguém deu bola pros jogos. Da minha mesa, eu ficava observando tudo, até que um cara, o Daniel, começou a conferir.

Como eu realmente queria deixar o cara feliz, coloquei a aposta que fiz naquele dia por último no bolinho, que deveria ter umas 40 apostas.

Coitado, a cada volante que ele passava, eu notava a cara de desolação dele. Foi quando ele chegou ao último papel.
Já quase dormindo em cima do papel,vi ele riscando 1, 2, 3, 4, 5, 6 números. Ele deu um pulo e conferiu de novo.
Esfregou os olhos e conferiu de novo, hahahaha. Tava ridículo, mas eu tava me divertindo.
Deu um toque no cara do lado, o Rogério, pra conferir também.
Ele olhou, conferiu e gritou:
-“PUTA QUE PARRRRRRRRIUUUUUUUUUU, TAMO RICO, PORRA!!!”. Subiu na mesa, abaixou as calças e começou a fazer girocóptero (rodar pelado em cima da mesa mostrando a bunda).

Óbvio que isso gerou um burburinho em toda a agência e todo mundo veio ver o que estava acontecendo.

Uns 20 caras faziam esse esquema de apostar conjuntamente. 8 deles, logo que souberam, não hesitaram: correram para o chefe e mandaram ele tomar bem no olho do ** e enfiar todas as planilhas do Excel na arrombada da mulher dele.

No meu canto, eu ria que nem um filho da puta. Todos parabenizando os ganhadores (leia-se: falsidade reinando, quero um pouco do seu dinheiro), uns correndo pelados pela agência e outros sendo levados pela ambulância para o hospital devido às fortes dores no coração que sentiram com a notícia.

Como eu não conseguia parar de rir, uma vaca veio perguntar do que eu ria tanto. Eu disse:

– Puta merda, esse jogo que ele conferiu eu fiz hoje de manhã.

A vaca me fuzilou com os olhos e gritou feito uma puta louca:

– PAREEEEEEEEEEM TUDO, ESSE JOGO FOI UMA MENTIRA. UMA BRINCADEIRA DE MAU GOSTO DO ESTAGIÁÁÁÁÁÁÁRIO!!!

Todos realmente pararam olhando pra ela. Alguns com cara de “quê?” e outros com cara de “ela tá brincando”.

O cara que tava no bilhete na mão, cujo nome desconheço, olhou o papel e viu que a data do jogo era de 26/03.
O silêncio tava absurdo e só eu continuava rindo. Ele só disse bem baixo:

– É…é de hoje.

Nesse momento, parei de rir, porque as expressões de felicidade mudaram para expressões de ‘vou te matar’.
Corri… corri tanto que nem quando eu estive com a maior caganeira do mundo eu consegui chegar tão rápido ao banheiro.
Me tranquei por lá ao som de “estagiário filho da puta”, “vou te matar” e “vou comer teu rabo aqui mesmo”. Essa última foi do peladão!

Eu realmente tinha conseguido o feito de deixar aquelas pessoas com corações vazios, cheios de nada, se sentirem feliz uma vez na vida. Deveriam me dar uma medalha por eu conseguir aquele feito inédito. Mas não…. só tentaram me linxar e colocaram um carimbo gigante na minha carteira de trabalho de demissão por justa causa. Belos companheiros!

Pelo menos levei mais 8 neguinhos comigo.. hehe. Quem manda serem mal educados com o chefe. Eu não tive culpa alguma na demissão deles.

O problema é que eles me juraram de morte…agora estou rindo de nervoso.

Falei lá em casa que fui demitido por corte de verba (consegui justificar dizendo que mandaram mais 8 embora, rs) e que as ligações que tenho recebido são meus amigos da faculdade passando trote.
Eu supero isso, tenho certeza. 🙂

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Moral da história: estagiário realmente só faz merda.. rsrs

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Curiosidade no velório

17/08/2009

Era uma manhã de sábado em São João da Serra.

Um pouco antes do almoço, minha avó pediu que meu amigo Caburé e eu fossemos buscar uma encomenda na casa de uma senhora sua amiga. A casa onde essa senhora morava ficava em frente a igreja.

Chegando lá vimos o carro de uma funerária estacionado em frente. Diante da cena, logo ficamos curiosos para ver quem havia falecido. Mal sabia eu que essa curiosidade ia custar caro..

Resolvemos entrar na igreja onde estava acontecendo o velório. Em um ato solene, tiramos o boné da cabeça e fizemos aquela “pose” de pessoas sérias e tristes com o ocorrido (e nem sabíamos quem havia morrido). A primeira coisa que avistei foi a tampa do caixão apoiada na parede ao lado do defunto. Pela qualidade do caixão, logo percebi que o velório era de uma pessoa muito humilde. Parecia que era feito com ripas de caixa de uva, de tão simples que era.

Havia poucas pessoas no velório nessa hora. Creio eu que o defunto havia acabado de chegar ao local. Cumprimentamos alguns familiares (imagino que eram já que não conhecia ninguém) e nos aproximamos do caixão para dar uma olhada no “dito cujo”.  A visão foi assustadora. O homem aparentava ter entre 40 e 50 anos. Barbas grandes e o peito inchado. Havia morrido afogado, e suas mãos estavam postadas em forma de “garras”, com os dedos curvos iguais aos pés de um papagaio.

Que arrependimento de ter entrado naquele maldito velório. Perdi até a vontade de almoçar. O sábado estava apenas começando e eu não conseguia tirar aquela imagem chocante da minha cabeça.

O dia correu. Joguei uma peladinha à tarde com a rapaziada e à noite fui para o tradicional baile do lugarejo (a única diversão da moçada nas noites de sábado). Confesso que durante esses eventos até me esqueci um pouco daquela imagem que estava me assombrando. Mas essa minha distração durou pouco tempo.

No final da noite, no auge da escuridão e silêncio, quando só se escutava os grilos, estava eu voltando pra casa literalmente com o fiofó na mão. Tenho absoluta certeza que nele não passava nem uma agulha batida no martelo.. rs

Entrei em casa e nem perdi tempo em fechar o portão com a corrente. Ia demorar demais e de acordo com minha cabeça juvenil já estava sendo perseguido pelo defunto que teve seu velório invadido por dois retardados curiosos que não tinham nada pra fazer.

Meu alento era que nessa época eu ainda dormia em uma cama no quarto dos meus pais (pelo menos não ia ter que passar a noite sozinho). Mas não adiantou muito…

Nossa casa estava em obras, e onde hoje é a suíte do quarto, naquela época nada mais era que um cômodo escuro cheio de materiais de construção. Pro meu azar, havia uma porta escorada em uma parede dentro desse cômodo que logo me fez lembrar da tampa do caixão na parede da igreja.  A cada minuto que passava meu terror aumentava.

Comecei a rezar e pedir perdão ao defunto por ter entrado sem ser convidado em seu velório. Estava convicto que ele estava dentro daquele maldito cômodo escuro. Como diziam os antigos, ele tinha vindo me atormentar durante a noite.

Não sei se por frio ou por medo (ou ambos), estava encolhido na cama por baixo dos lençóis. A claridade de um poste de luz passava pela janela e fazia figuras na parede com os desenhos estampados na cortina. Minha imaginação conseguia ver em toda parte a presença do barbudo afogado com as mãos de garra.

Meu medo começou a tomar proporções de completo desespero.

Após muita reza e pedidos de perdão (engraçado como a gente fica tão religioso nessas horas) consegui relaxar um pouco. Foi aí que o inesperado aconteceu: ao esticar as pernas após um longo período encolhido, o lençol começou a ser puxado sozinho!! No mesmo instante veio na minha cabeça a imagem da mão do cidadão puxando o lençol por baixo da cama. Toda a minha paz momentânea havia se transformado em desespero. Não pensei duas vezes e dei um salto para a cama onde meus pais dormiam (quase matando os dois de susto). Comecei a gritar que tinha um defunto no quarto querendo me pegar.

Meu pai não acreditava na cena… ao invés de consolo me deu um baita esporro. Pelo menos minha mãe tentou me acalmar um pouco.

Acenderam a luz e é óbvio que não havia defunto nenhum. Foi aí que notei que a unha do meu dedão tinha criado uma lasca durante  a peladinha, e por isso o lençol foi puxado quando estiquei as pernas.. 🙂

Imaginação de criança é foda viu..


Desgraça pouca é bobagem

14/08/2009

Sem dúvida alguma, o fatídico dia descrito a seguir foi um dos mais azarados da minha vida.. e também muito engraçado se não fosse trágico.. =)

PARTE I – A maldita madeireira

Era uma bela manhã de sexta-feira. Tão bela que fomos liberados mais cedo do colégio por conta de uma reunião dos professores. Não era a primeira vez que uma sexta-feira começava tão bem para mim e acabava terminando mal… e dessa vez não foi diferente.

Chegando em casa mais cedo que o de costume, notei que a geladeira nova, que após muita insistência meu pai havia comprado, estava “estacionada” na nossa garagem. Engraçado que quando a gente é jovem tudo é motivo de festa. Me recordo que fiquei todo entusiasmado com o simples fato da geladeira nova ter chegado. Queria logo colocar ela no lugar da nossa antiga (beeeeeem antiga na verdade, daquelas que pesavam quase 200 Kg e vinham nas cores azul ou vermelha).

Realmente era uma bela sexta-feira.. mas aí o destino começou a conspirar contra mim no momento que meu pai me chamou para ajudá-lo a buscar umas ripas que seriam usadas na reforma de nossa casa em São João da Serra. A madeireira ficava no bairro vizinho.

Na época morava em nossa casa meu amigo Caburé, praticamente um irmão de criação. Ele era mais velho que eu cerca de 3 anos. Parece pouco, mas dependendo da fase esses 3 anos fazem muita diferença. Na época ele estava com seus 18 anos e eu com 15. Ele era bem mais forte do que eu, mas na prática (e para tentar impressionar meu pai) eu tentava igualar essa diferença a qualquer custo.

Saímos os três em direção à maldita madeireira. Era uma caminhada considerável, de pouco mais de 1 Km. Fazia um sol infernal pouco antes do almoço. Inclusive argumentei com meu pai que talvez fosse melhor fazer esse trabalho depois do almoço, que já estava quase pronto. Não adiantou. O infeliz bem que podia ter pago algum carroceiro para trazer as malditas ripas, mas ele dizia:

– Com dois “homens” fortes desses em casa eu não vou pagar pra ninguém trazer pra mim. Isso vai ser mole pra vocês.

Ledo engano…

Chegando na madeireira, enquanto meu pai conversava com um vendedor eu já filmei 3 rolos gigantes de ripas encostados na parede e pensei: “não é possível que ele quer que a gente carregue isso nas costas”. Não deu outra.

Como era o mais fraco da turma, corri logo pra perto do feixe menor. Só que, pro meu azar, o menor era o mais “robusto” e consequentemente o mais pesado.. =\

O orgulho típico masculino fez com que eu não admitisse que estava pesado demais. Decidi ficar calado e tentar levar aquele peso todo assim mesmo.

Com muito custo consegui colocar o feixe nos ombros e fomos em direção à nossa casa, cada um com um feixe nas cosats. Não demorou muito e os dois se distanciaram na minha frente. Era humanamente impossível acompanhar o ritmo deles.

O calor infernal fez com que minhas havaianas começassem a escorregar. O tombo seria inevitável. Em uma ladeira de pedras, a merda da havaiana do meu pé direito arrebentou e caí sentado. O rolo de ripas caiu logo em seguida, quase deslocando o meu ombro. Nesse momento eu nem via os dois mais..

Fiquei muito puto com aquilo. Mais puto ainda quando, ainda sentado tentando tentando arrumar o maldito chinelo, o Caburé apareceu gritando:

– A gente com pressa e o bonitão aí descansando? Vão bora carai!

Se eu tivesse uma arma eu juro que dava um tiro na cara dele nessa hora. Levantei e continuei a caminhada (similar a que Jesus fez 2000 anos atrás).

Depois de muito sacrifício chegamos em casa. Joguei as ripas de qualquer jeito em um canto e corri pra cozinha. Se eu já estava com fome quando saímos imagina depois daquele esforço todo…

PARTE II – O maldito controle remoto

O almoço não podia estar melhor: arroz soltinho, feijão no ponto, bife e batata frita sequinha. Baixei o espírito de um pedreiro e fiz uma verdadeira “montanha”. Peguei o prato e fui pra sala assistir o noticiário esportivo enquanto almoçava.

Sentei no sofá e vi que o controle remoto estava em cima da TV. Coloquei o prato em cima da mesa de centro e levantei para pegá-lo.  Naquele desespero todo e tremendo de fome deixei o controle cair no carpete. Quando abaixei para pegá-lo, por uma infelicidade, esbarrei minha perna no prato que estava em cima da mesa, que entornou completamente em cima do carpete. Não conseguia acreditar que aquilo estava acontecendo comigo. Tomado pelo ódio acabei perdendo a fome.

Pior do que perder a fome foi ter que limpar a merda do carpete. Ele era grosso e os grãos de arroz enfiaram pra dentro dele. Tive que fazer um trabalho manual com o garfo pra tirar tudo. Minha sexta-feira mal havia começado e já estava toda cagada…

Mas como dizia um sábio: “Não há nada tão ruim que não possa ficar pior”. E infelizmente ele estava certo.

PARTE III – A maldita geladeira

Após o almoço, começamos a esvaziar a geladeira antiga para colocar a nova no lugar. Colocamos a tralha toda em cima da mesa da cozinha e após esvaziar tudo começamos a tirar a geladeira velha do lugar. Meu pai já havia dito para esperarmos que ele iria ajudar, mas naquela ansiedade de ver a geladeira nova funcionando resolvemos não seguir a recomendação.

O Caburé e eu começamos a tirar aquele trombolho de geladeira velha do lugar. Estava pesada demais. Colocamos um pano por baixo e começamos a arrastá-la pelo chão da cozinha.

Na porta da cozinha havia um degrau para chegar ao quintal e tivemos que parar, pois o espaço da porta era a conta de passar apenas a geladeira.

Disse para meu amigo:

– Vou descer pro quintal e ficar segurando do outro lado. Espere até o meu sinal para começar a empurrar a geladeira.

Foi a mesma coisa que dizer: ” Seu retardado, pode empurrar a geladeira de qualquer jeito que o bobo aqui vai estar do outro lado esperando ela cair”.

Eu ainda estava me preparando pra segurar a geladeira, pois estava com o lado mais pesado virado para o meu lado, quando o Caburé perguntou:

– Tá pronto!?

Eu de pronto respondi:

– Espera aí um pouco!

Acho que além de lerdo, meu amigo era surdo. Mesmo dizendo pra esperar ele começou a empurrar aquele trombolho pro meu lado. Como não estava esperando ela despencou em cima de mim de tal maneira que quando bateu no chão uns hambúrgueres que tinham ficado presos ao gelo do congelador foram parar a 5 metros de distância.

Era muito pra um dia só…

Eu lá estendendido no chão com aquele elefante vermelho em cima de mim, meu pai puto xingando a gente porque tinha avisado pra esperar pela ajuda dele e o infeliz do Caburé preocupado se não tinha estragado a merda da geladeira!

Estava tão azarado naquela maldita sexta-feira que se chovesse loiras sem dúvida alguma cairia um negão no meu colo…

Depois que tiraram a geladeira de cima de mim fui procurar uma benzedeira porque a situação tava complicada pro meu lado.. =)


A verdadeira presença de espírito

13/08/2009

O caso a seguir foi contado pelo meu pai, tendo acontecido na época em que estava na ativa da Polícia Militar..

Na época meu pai era Tenente, e estava à frente de uma uma operação em uma área afastada de Belo Horizonte. Na verdade era um treinamento onde sua equipe era responsável por fazer um cerco em um matagal na tentantiva de capturar alguns fugitivos.

A equipe que ele comandava não era muito grande, com cerca de 10 policiais. Eles deveriam se revezar em postos estratégicos durante um dia inteiro.

Em um determinado momento meu pai precisou deixar o local para atender um chamado em outro ponto da cidade, deixando um Sargento temporariamente no comando da operação.

Depois de algumas horas meu pai retornou ao local e, detalhista e observador como é, notou que um Soldado não estava no posto designado. Na realidade, ele não estava em lugar nenhum, havia desaparecido.

Se dirigiu ao Sargento que havia ficado no comando e perguntou sobre o Soldado que estava sumido.

Ao abordar o Sargento ele notou que o mesmo começou a demonstrar nervosismo, pois provavelmente não esperava que meu pai chegasse naquela hora..

Meu pai perguntou:

– Sargento, onde se meteu o desgraçado do  Soldado Fulano de Tal?

E o Sargento, na tentativa de dar um alerta para o companheiro, começou a responder em um tom de voz mais alto:

– Senhor Tenente, o SOLDADO FULAAAAANO, estava aqui agora mesmo. Provavelmente entrou no matagal para fazer suas necessidades.

Meu pai, notando que o Sargento estava tentando dar um “sinal” para o Soldado o interrompeu:

– Fale mais baixo Sargento que não sou surdo. Pode deixar que eu vou lá pessoalmente verificar o que aconteceu com ele. Fica quietinho aí.

Sendo assim meu pai entrou no matagal em busca do Soldado sumido. De pé em pé, em total silêncio foi andando por entre as árvores.

Não demorou muito e ouviu alguns sussuros. Se aproximou de uns pés de mamona com a lanterna e viu o Soldado tentando vestir sua calça rapidamente. Logo esbravejou:

– O que tá acontecendo aqui Soldado?

O coitado do Soldado, completamente sem graça, respondeu:

– Estou fazendo minhas necessidades Tenente. Vou voltar agora mesmo para o meu posto.

Nesse momento meu pai jogou o feixe de luz da lanterna um pouco atrás de onde o Soldado estava e notou que tinha uma mulher, também tentando vestir suas roupas.

Sem dúvida alguma a “casa tinha caído”. Imagina o tamanho da punição que esse Soldado não iria levar..

Diante da situação (e que situação) meu pai indagou ao Soldado:

– Suas necessidades.. muito bem.. e como você me explica essa mulher pelada atrás de você?

E o Soldado, para a surpresa do meu pai (e de qualquer um que estivesse lá), exclamou:

– Meu deus!!! Quase que eu cago em cima dela!!

Não acreditando na perspicácia do rapaz e contendo o riso, meu pai ordenou que ele se vestisse e retornasse para a base.

Em uma situação normal, ele teria tomado uma cadeia de no mínimo uma semana, mas diante da presença de espírito que ele teve, meu pai decidiu abrandar sua punição..


Levando minha avó pra uma consulta

13/08/2009

Era uma bela sexta-feira.. daquelas que não poderiam ter começado melhor: no intervalo do colégio, soubemos que seríamos dispensados mais cedo por causa de uma reunião de professores. Nada melhor do que aquela sensação de chegar em casa mais cedo e saber que só na segunda-feira teria algum compromisso.

Tudo indicava que seria uma tarde calma.. com direito a um almoço tranquilo, seguido dos programas esportivos e sessão da tarde com o filme “A lagoa azul” ou “O grande dragão branco”.. mas não foi bem assim que aconteceu…

Minha avó tinha machucado a perna na casa do meu tio e precisava renovar o curativo toda semana em um centro de saúde que ela tinha convênio no bairro Nova Suíça. Como eu “teria” a tarde livre, sobrou pra mim a incubência de levá-la ao médico..

Até aí tudo bem.. nada de anormal.. até porque já estava acostumado a dar uma força pra ela outras vezes. Meu pai nos deixou no hospital a caminho pro trabalho e eu voltaria de ônibus com ela após a consulta.

Chegando no hospital, minha avó, que já estava começando a “caducar” um pouquinho havia perdido completamente a noção de fila. Começou a reclamar porque tinha que ficar esperando e sem ter maldade queria passar na frente dos outros idosos que também aguardavam pela consulta. Eu tentava explicar pra ela que haviam outras pessoas na frente dela, e que a gente precisava esperar um pouco.. mas toda vez que a porta do consultório se abria ela era a primeira a levantar.. rs as pessoas eram muito simpáticas e compreendiam a situação (na verdade acho que estavam rindo da minha cara tentando convencer a minha avó que não era sua vez ainda)..

Eu tinha que arrumar alguma coisa pra ela distrair.. mas não havia nem uma TV na recepção. Peguei uma revista com bastante gravuras, mas ela não dava muita atenção. Gostava mesmo era de conversar. Em poucos minutos contava todos os detalhes da sua vida pra qualquer pessoa que estivesse ao seu lado.. rs

Após várias revistas e vários casos repetidos chegou a sua vez. A consulta não demorou muito. O que mais demorou foi a insistência dela com o médico para aceitar uma nota de 10 reais “pra tomar um cafezinho”. Ele disse que não poderia aceitar pois a mesma já estava paga pelo plano de saúde. Mas ela continuava insistindo… naquela época eu era mais quebrado que biscoito de quinta.. e estava de olho na “arara” na mão dela.. =) Depois de muita insistência o médico sugeriu que ela desse o dinheiro pra mim, pois eu estava lá dando uma força pra ela, mas ela de pronto respondeu que eu não precisava de dinheiro.. ??? Enfim, o médico fingiu que pegou a nota e me passou sem que ela visse, porque senão ela sairia de lá nunca..

Na porta da clínica começou meu pesadelo..

Apesar de estar com seus 85 anos ela ainda era muito lúcida e ativa, e compreendia as coisas facilmente. Parado na calçada em frente à clínica expliquei a ela que tínhamos duas opções de ônibus: o 1502 que passava pela Av. Amazonas, que era mais rápido porém precisava caminhar mais para chegar até o ponto, e o 1207, que passava na mesma rua da clínica, bastando andar poucos metros para chegar até o ponto. Porém o 1207 era daqueles ônibus que passavam toda hora (8hrs, 9hrs, 10hrs, 11hrs..). Apesar de estar ciente da possível demora ela disse que preferiria andar menos e esperar por ele mesmo..

Chegando no ponto de ônibus, não demorou muito para ela começar a ficar inquieta. Não havia 5 minutos que estávamos aguardando e ela já estava reclamando que estava demorando demais.. eu expliquei novamente que o 1207 era demorado mesmo e que era pra ter um pouco mais de paciência.. mas não adiantou..

O ponto começou a ficar lotado.. e junto com o tumulto veio a falta de paciência dela. Em um descuido ela escapou do meu lado e começou a andar pelas pessoas até encontrar uma outra senhora que parecia estar saindo de um culto junto com outras amigas. Minha avó começou a se fazer de coitada, mostrando o curativo na canela e dizendo que não estava aguentando ficar muito tempo em pé. A senhora com quem ela conversava era uma negra bem grande.. escandalosa.. que logo entrou em uma padaria que havia próxima ao ponto perguntando (gritando na verdade) se não havia uma cadeira pra emprestar.. que era um absurdo uma senhora como minha avó ter que ficar em pé esperando pelo ônibus e ninguém ter tomado uma atitude antes..  eu observava a cena à distância e logo pensei: isso  não vai prestar..

Não deu outra…

Depois de colocar minha avó em uma cadeira, a gorda começou a fazer aquele interrogatório.. perguntando pra onde minha avó estava indo.. que ônibus estava esperando, etc. Começou a formar um tumulto em volta da cadeira que minha avó estava sentada.. e eu de longe vendo tudo..

Nessa hora até eu já estava puto pela demora do ônibus.. não via  a hora de chegar em casa logo e aproveitar o resto da tarde.. mas aí minha avó conseguiu se superar: disse pra gordona que já estava esperando ha mais de 1 hora pelo ônibus 1502.. minha avó nem tinha acabado de falar o número do ônibus e a vaca da mulher já soltou um grito: o quêêêêêêêêêê??? O 1502 não passa aqui não minha senhora!!!

Meu coração começou a gelar nessa hora de tanta raiva…

E a gorda não parou por aí.. continuou gritando: cadê seu neto?????? isso é um absurdo.. uma molecagem.. uma falta de respeito.. a senhora nesse estado e ele fazendo a senhora esperar por um ônibus que não passa por aqui..

O ponto inteiro virou para olhar pra mim.. como se eu fosse a pior pessoa do mundo…

A gorda veio pisando forte em minha direção.. chegou tirando satisfação e nem quis ouvir a minha explicação.. eu tentava dizer que minha avó provavelmente tinha confundido o número do ônibus.. mas não adiantava. Ela gritando na minha cara.. eu fechando os olhos pra tentar desviar um pouco da saliva que ela tava jogando na minha direção.. e no meio daquela confusão toda o cacete do 1207 estava passando pelo ponto.. eu não sabia se ia atrás da minha avó ou se corria atrás do busão..

Saí correndo atrás do ônibus (naquela época meu preparo físico era excelente) e consegui alcançar a traseira dele.. a gorda continuava gritando pra mim.. comecei a bater na lataria do busão até o motorista parar.. depois que parou tive que voltar correndo pra buscar minha avó, que estava igual uma rainha na cadeira da padaria (até cafezinho e água tinham arrumado pra ela)..

Com muito custo entramos no ônibus… minha sexta-feira perfeita tinha ido por água abaixo.. e minha avó pra finalizar ainda solta: você viu como aquela senhora é gentil? =\

Pelo menos a “arara” continuou no meu bolso.. mais do que merecido depois daquela raiva toda.. =)


A tartaruga

12/08/2009

Ouvi esse caso de um professor na época da faculdade..

Nessa época ele morava em Lavras-MG, e segundo ele anualmente ocorria uma festa muito famosa em uma cidade vizinha, a qual ele sempre ia na companhia de um amigo.

Chegando na mansão onde acontecia a festinha, realmente deu pra notar porque era considerada uma das melhores festas da região: muita gente bonita e bebidas à vontade. Era uma casa grande, de dois andares, com um quintal imenso, onde não era possível ver onde terminava.  A noite prometia. Só havia um pequeno incoveniente: seu amigo tinha um pequeno distúrbio quando estava em lugares tumultuados.

Desde pequeno, sempre que ficava em meio a muitas pessoas dava uma tremenda vontade de ir ao banheiro (entenda ir ao banheiro como dar aquela cagada).

Não deu outra. Não tinha 5 minutos que estavam lá e ele já apareceu suando frio e arrepiando. Disse que todos os banheiros estavam lotados e que não ia conseguir segurar muito porque a marmota já estava colocando a cabeça pra fora… rs

Sugeri a ele que fizesse o serviço no quintal mesmo.. estava muito escuro no fundo e ninguém ia perceber nada. Naquele desespero todo ele não pensou duas vezes. Sumiu na escuridão do fundo do quintal.

Passado uns 10 minutos ele apareceu de volta. “Estou novo!” – exclamou ele. E aí começamos a curtir a festa.

Saímos da casa quando dia já estava quase amanhecendo. Resolvemos parar em uma padaria próxima e comer alguma coisa antes de pegar a estrada. Na hora de pagar a conta meu amigo percebeu que havia perdido a carteira. Procuramos no carro todo, dentro da padaria e nada. Depois de esgotar todas as possibilidades, disse a ele que talvez tivesse caído na hora que ele foi dar uma aliviada no fundo do quintal.

Voltamos à casa onde tinha acontecido a festa…

Depois de bater no portão por mais de 10 minutos, um dos organizadores apareceu com cara de sono. Disse que todos já haviam ido embora e que tudo estava no mesmo lugar, pois a menina que ia fazer a limpeza não havia chegado ainda. Expliquei a ele a situação e ele disse que não tinha problema algum meu amigo entrar para procurar sua carteira.

Enquanto meu amigo estava no quintal tentando lembrar onde tinha feito o serviço na noite passada, fiquei batendo papo com o fulano. Puxava conversa dizendo que a festa tinha sido muito boa e etc, tentando ganhar tempo para o meu amigo encontrar a carteira.

Passados 5 minutos sem sucesso, meu amigo passou pela gente como se tivesse visto um fantasma. Fiquei preocupado e fui até o carro perguntar a ele o que tinha acontecido.

Ele disse que não havia encontrado a carteira, e muito menos a “cagada” que ele tinha dado. Comecei a rir e disse que não era possível, que talvez ele não tenha ido ao lugar certo.. mas ele estava convicto que não havia se enganado.

Voltei até o portão onde o carinha aguardava o desfecho e disse a ele que meu amigo não tinha encontrado e passei meu telefone para que, se por acaso ele a encontrasse, entrasse em contato com a gente. Disse mais uma vez que ele estava de parabéns pela festa e tal.. e foi aí que ele aproveitou o gancho e acabou matando a charada:

“Faço essa festa ha mais de 10 anos e realmente esse ano foi a melhor de todas. Teve até um doidão que cagou em cima da tartaruga aqui de casa..”

Contive o riso e voltei pro carro onde, após quase ter um enfarto, disse pro meu amigo que ele tinha feito a proeza de cagar em cima de uma tartaruga.. =)


The “fucking” volcano

11/08/2009

O relato a seguir aconteceu recentemente, na minha viagem pelo Panamá.. =)

Após um fim de semana sensacional nas ilhas de San Blás, no Caribe, resolvemos ir para Chiriquí, uma cidade do interior do Panamá, perto da fronteira com a Costa Rica.

A cidade é bem bacana. Tem um clima agradável das montanhas.. tudo que a gente precisava para descansar um pouco depois da maratona que tinha sido a última semana… até que…

Chegando no hostel que íamos ficar hospedados, encontramos duas americanas que estavam se preparando para ir ao topo do vulcão Baru, que fica a 3.500 mts de altitude. Estavam planejando sair no início da madrugada para chegar ao topo a tempo de acompanhar o nascer do sol e contemplar a bela vista, que permite (em determinadas épocas do ano) ver tanto o oceano pacífico quanto o atlântico. Depois de uma breve conversa, decidimos nos juntar a elas nessa que seria a maior cilada da minha vida.. rs

Motivados por uma reportagem que lemos na revista do avião sobre essa aventura até o topo do vulcão, saímos atrás dos equipamentos mínimos necessários para a escalada: lanternas noturnas e agasalhos, pois lá em cima a temperatura chega a estar abaixo de zero.. com a sensação térmica mais baixa ainda devido ao vento forte e constante. Chegando na loja indicada, percebemos que já estava fechada.  Pra mim aquele foi o primeiro sinal dos deuses dizendo: “cai fora que é furada”. Decidi não dar ouvidos à minha intuição e mesmo sem preparo algum decidimos acompanhar assim mesmo aquelas americanas ordinárias..

Pois bem.. saímos do hostal por volta das 11pm, em um táxi que nos levaria até a base do vulcão.. e dali até o topo seriam apenas 15 km de subida!! Não sei onde estava com a cabeça na hora para concordar com uma burrice dessas.. mas enfim..  voltando ao táxi.. além do pilantra ter atrasado o horário combinado e estar “furando o olho” das americanas no preço da corrida (que no fim das contas acabou sobrando pra gente), o chifrudo do taxista ainda levou um ajudante com ele, ou seja, eram 6 pessoas para entrar em um táxi imundo e caindo aos pedaços.. as esganadas já foram logo pulando para o banco de trás e meu colega foi no vácuo.. sobrou pra mim ir entalado no banco da frente junto com o retardado do ajudante do taxista.. pra mim aquilo foi o segundo sinal que a noite não seria nada interessante..

Após pagar a facada do preço da corrida, começamos a subida insana. No início estava tudo ótimo..  havia luz no caminho e conseguíamos pelo menos enxergar onde estávamos pisando. Por incrível que pareça, estava até suando.. o que me fez tirar a blusa que estava usando. Após alguns minutos chegamos na entrada do parque onde nos deparamos com a primeira placa da noite dizendo que faltavam “apenas” 13,5 Km para chegar ao topo.. a minha ficha caiu na mesma hora que uma chuva fria e fina começou a cair..

A minha vontade era voltar dali mesmo.. mas não queria estragar a festa do restante do pessoal, que estavam até “enganando bem”.. fingindo estar adorando a aventura..

Continuamos a subida.. não demorou muito para aparecerem os primeiros tombos.. =) A combinação escuridão + chão molhado é um ótimo convite para um traumatismo craniano gratuito. As retardadas que estavam com as lanternas não conseguiam se posicionar de forma a iluminar melhor o caminho para todos nós.. fazendo com que andássemos no breu completo.. de imediato veio à minha cabeça aquele famoso ditado: “mineiro não pisa no molhado.. muito menos no escuro”.. acredito que no meio desse pensamento fui ao chão pela primeira vez.. não foi nada grave.. só pensei mesmo na calça jeans nova e meu tênis branco que eu estava destruindo em um programa estúpido..

A chuva foi apertando.. o frio nem se fala.. e aí veio à minha cabeça uma segunda frase, da época da faculdade: ” não há nada tão ruim que não possa ficar pior”.. e aquela noite desgraçada foi a prova disso. Na primeira parada, percebemos que havíamos esquecido duas garrafas de água, das quatro que havíamos comprado.. sem falar nas barras de cereais..  estávamos looooonge da metade da subida e eu já tinha chapado mais da metada da minha garrafa. O sentimento de estar completamente fodido aquela noite se tornou realidade naquele momento..

Não demorou muito para as pernas começarem a ter vida própria e os tombos se tornarem uma rotina.. a revolta por estar naquele programa incrívelmente ordinário ao invés de um buteco tomando uma gelada tomou conta da minha alma. Nesse momento já não tinha mais cabeça para conversar em inglês.. ao contrário disso, comecei a praguejar uma série de xingamentos (em português é claro.. rs) principalmente contra aquelas duas vacas.. que não prestavam nem pra iluminar a merda do caminho decentemente..

Com o tempo, o cansaço faz com que você acredite que aquilo tudo é um pesadelo.. e que logo você vai acordar e ver que tudo aquilo era bobagem.. mas aí você pisa em uma pedra molhada e se espatifa no chão, fazendo com que você volte para a miserável realidade..

Após 7 horas de caminhada, uma dezena de tombos e algumas centenas de palavrões, chegamos ao maldito topo do vulcão. E o que encontramos lá? MERDA nenhuma!! Nem mesmo dava para ver que era um vulcão!! Ou seja, passamos a madrugada em claro.. com frio, fome e sede por NADA!!! Só uma ventania sem fim.. um frio congelante e uma vontade imensa de pular lá de cima e encurtar a viagem de volta.. rsrs não demoramos mais que 10 minutos lá em cima.. a sensação era que realmente íamos morrer de frio ou sermos arrastados pelo vento..

Uma das retardadas começou a descer antes de todos (companheirismo zero né) e a outra estava na esperança de conseguir tirar algumas fotos.. meu amigo e eu pegamos a mochila de uma delas que havia ficado pra trás e iniciamos a decida também. Era preciso nos movimentar para não congelarmos. Aí vem aquela realidade: serão nada mais nada menos que 15 Km de descida..

A chuva não parava.. pelo contrário, estava mais forte do que nunca. A retardada que saiu na frente sumiu.. e a outra retardada que ficou pra trás não aparecia! Estava ventando tanto que comecei a imaginar que ela pudesse ter sido arrastada para o penhasco (confesso que no auge da minha revolta nem iria ficar triste por isso.. rs). Porém o que me deixava mais puto é que aquela vaca não aparecia para que pudéssemos devolver sua mochila e seguir viagem tranquilos..

O único fato positivo era que agora podíamos enxergar o caminho.. e após 6 horas de descida chegamos à entrada do parque novamente. Como desgraça pouca é bobagem, ainda tivemos que pagar 5 doletas por estar usufruindo daquele magnífico vulcão de merda!!

Após tudo isso, ficaram duas certezas: 1. não duvidarei mais dos meus instintos; 2. nunca participarei de um programa que envolva mais que 1 km de caminhada, ainda mais acompanhado de duas retardadas.. =)